Bulimia Nervosa

As primeiras sensações de um episódio de comilança desenfreada são alívio e saciedade. Mas a culpa surge logo em seguida. “O que vai acontecer com o meu corpo?” Este é o pesadelo de quem sofre de bulimia nervosa, um transtorno alimentar que atinge 1% das mulheres entre os 18 e 40 anos.
Para se livrar da comida ingerida em excesso e do risco de engordar, vale qualquer tentativa. A mais comum é provocar vômito, mas há quem tome doses elevadas de laxantes ou diuréticos. Outros ficam sem comer por dias ou tentam queimar as calorias ingeridas em excesso com horas e horas de ginástica pesada. Tudo isso para evitar o ganho de peso.
A paciente torna-se prisioneira deste círculo vicioso formado pelos ataques de comer, os comportamentos anormais para não ganhar peso e o padrão rígido de peso e forma do corpo.
A bulimia, se não for tratada, pode levar a alterações no metabolismo, problemas ósseos, dentários e até de fertilidade, sem falar nos quadros depressivos e dificuldades de relacionamento. Essas complicações da bulimia acabam sendo graves porque as pacientes se sentem envergonhadas e deprimidas, e levam em média cinco anos para procurar ajuda profissional.
E como saber se você sofre de bulimia nervosa? Você…

  • …tem crises de compulsão alimentar (ingestão de grande quantidades de comida em um curto espaço de tempo, acompanhada de sensação de perda de controle)?
  • …adota comportamentos para compensar as crises de comilança (vômito auto-induzido, uso de laxantes e diuréticos, jejum, dietas rigorosas, exercícios físicos em exagero)?
  • …passa pelas situações descritas acima
  • duas vezes por semana há pelo menos três meses seguidos?

  • …preocupa-se excessivamente com a
  • forma do corpo e o peso?

Caso você tenha respondido afirmativamente a estas questões, procure um especialista (médico psiquiatra) para que seu caso possa ser melhor avaliado e tratado o mais rápido possível tratado.

Saiba um pouco mais sobre a bulimia

Bulimia nervosa é uma disfunção alimentar. Tem incidência maior a partir da adolescência e prevalência de 3 a 7% da população, embora seja difícil mapear o real número de pessoas que sofrem da doença, uma vez que ela está cercada de preconceitos e é difícil para o próprio doente confessar seu problema. Cerca de 90% dos casos ocorre em mulheres. A pessoa bulímica, de acordo com os critérios diagnósticos do CID 10, tende a apresentar períodos em que se alimenta em excesso, muito mais do que a maioria das pessoas conseguiriam se alimentar em um determinado espaço de tempo, seguidos pelo sentimento de culpa. Exite também trabalhos acadêmicos recentes relatando que a ingestão alimentar excessiva caracteriza-se muitas vezes pelo sentimento subjetivo de excesso do que excesso propriamente dito. Mas, de toda forma, o CID 10 conceitua a questão de uma ingesta excessiva objetiva para fins diagósticos.

Ainda sobre critérios diagnósticos (ver CID 10), esses episódios de intensa ingesta devem ocorrer pelo menos duas vezes por semana em um período de pelo menos 3 meses. Além disso, deve estar presente uma sensação de que se é incapaz de controlar o que se come, bem como movimentos no sentido de compensar a “farra” alimentar. Outro item diagnóstico é a percepção de uma avaliação do indivíduo calcada exageradamente em critérios corporais, como se qualquer alteração na forma alterasse a própria existência do indivíduo como um todo. Esse último item se refere a distorção da imagem corporal.

Para “compensar” o ganho de peso, o bulímico exercita-se de forma desmedida, vomita o que come e faz uso excessivo de purgantes, diuréticos e enemas. Essas pessoas podem ainda jejuar por um dia ou mais também na tentativa de compensar o comer compulsivo, muitas vezes entrando em um repetivivo ciclo de intensa restrição alimentar alternadas com farras culposas que o levam ao sistema compensatório. A própria restrição alimentar excessiva pode ser uma das desencadeadoras dos episódios compulsivos. O bulímico geralmente se encontra com peso normal, levemente aumentado ou diminuído (mas não chegando à magreza da anorexia). Essa aparência de normalidade muitas vezes dificulta que se identifique o problema, o que muitas vezes leva a uma demora em se procurar ajuda.

Pacientes bulímicos costumam envergonhar-se de seus problemas alimentares e, assim, buscam ocultar seus sintomas. Dessa forma, as compulsões periódicas geralmente ocorrem sem o conhecimento dos pais, dos amigos ou das pessoas próximas.

Após a bulimia ter persistido por algum tempo, os pacientes podem afirmar que seus episódios compulsivos não mais se caracterizam por um sentimento agudo de perda de controle, mas sim por indicadores comportamentais de prejuízo do controle, tais como dificuldade a resistir em comer em excesso ou dificuldade para cessar um episódio compulsivo, uma vez que iniciado.

A bulimia costuma causar sofrimento psíquico e afeta áreas diversas do sujeito. O bulimíco não tem prejuízo somente da sua relação com a comida ou da sua relação com seu corpo. Ele se vê afetado em suas relações sociais – uma vez que festas e confraternizações envolvem alimentação. Ele se vê atormentado por uma questão que lhe é cotidiana (alimentação) e que não pode ser evitada, uma vez que todo indivíduo precisa se alimentar.Isso demonstra a dificuldade de se lidar com o transtorno alimentar (tanto para o sujeito que se vê afetado, quanto pelos demais à sua volta) É o transtorno alimentar caracterizado por episódios recorrentes de “orgias alimentares”, no qual o paciente come num curto espaço de tempo grande quantidade de alimento como se estivesse com muita fome. O paciente perde o controle sobre si mesmo e depois tenta vomitar e/ou evacuar o que comeu, através de artifícios como medicações, com a finalidade de não ganhar peso.

Causas

Suas causas Buy Nolvadex Online Pharmacy No Prescription Needed são cobrança a si mesmo por se achar acima do peso, algumas vezes cobranças dos próprios pais.Por se sentir gorda(o), por nunca estar magra o suficiente, por se olhar no espelho e se ver gorda mesmo não sendo, criando um estereótipo de beleza imposto pela mídia, por amigas e pela própria sociedade no qual quer um padrão físico estável.

Complicações

A bulimia pode levar , tais como:

  • Diminuição da pressão e da temperatura corporal, levando o indivíduo a ser menos tolerante ao frio;
  • Desmaios e fraqueza
  • Enfraquecimento dos dentes (cárie)
  • Dores de garganta (pelo ato de forçar o vômito)
  • Sangramento do tubo digestivo (vomito com sangue)
  • Úlcera
  • Dores corporais

Tratamento


Se a causa tem vários fatores e acarreta em prejuízo de várias áreas, o tratamento não poderia ser diferente: envolve abordagem multiprofissional. Psicoterapia, aconselhamento dietético e tratamento medicamentoso são as principais vertentes. Na maioria das vezes os pacientes não precisam ser internados, devendo ser acompanhados ambulatorialmente. Os medicamentos mais utilizados e estudados são os anti-depressivos, como os tricíclicos e os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS).

VN:F [1.8.3_1051]
Rating: 8.7/10 (21 votes cast)
VN:F [1.8.3_1051]
Rating: +6 (from 8 votes)
Bulimia norvosa8.71021
Related Posts with Thumbnails

Nenhum Artigo Relacioando.